0

Fake Plastic Friends

Posted by Arthur on 19:35 in , ,
Amigos de mentira - não me referindo a amigos falsos ou amizades por interesse. Estou falando de pessoas de mentira mesmo. Personas incorporadas em avatares de carne e osso cujas personalidades e ideologias estão muito bem salvas em discos rígidos e contas virtuais. Essa síndrome de internet e redes sociais acomete tanta gente que eu me pergunto aqui, numa paradoxal forma de catarse: é realmente válido tentar ir contra essa tendência onde os profiles compensam o fracasso de suas relações sociais, profissionais e amorosas com uma imagem bem construída perante à comunidade virtual?

Essa geração 'ípslon' que cresceu com esses preceitos fundamentais de popularidade e 'coolness' virtual em detrimento de qualquer outro valor me parece ser um caminho sem volta. O jeito é evitar desapontamentos com as reais personalidades das pessoas se mantendo em casa no twitter ao invés de tentar a sorte lá fora nessa versão moderna do que era a assustadora selva pré-histórica. Os perigos da decepção não podem ser arcados por esses personagens tão seguros em suas poltronas ortopédicas munidos de seus smartphones e laptops de última geração.

É contrato social. Todo mundo sempre tentou passar alguma aparência pra conseguir algum status. Não foi o Marck Zuckerberg quem inventou essa relação bacana. Mas é inegável o quanto as redes sociais e afins fortificam essa experiência de Marketing Pessoal. Self-Branding. É uma lição mais valorosa do que qualquer disciplina de comunicação pode te dar! Cada indivíduo presente no facebook (ou_insira_aqui_a_rede_social_da_moda) cria uma marca a ser defendida sobre todas as coisas. Esse é quem você é. Esse é quem você se tornou. Arthur Moraes™

O virtual agora é o real. Não existe Matrix. Não existe Zion.

Não parem de ser assim. Continuem sendo na vida real quem vocês são no mundo virtual acima de qualquer coisa. Acima até mesmo de quem vocês são por essência.

1

(parênteses)

Posted by Arthur on 09:22 in
Eu sei como acontece
Duas dúzias de dias contados me separam do próximo passo
Um parênteses de anedota posto no meio do texto mais áspero.

Eu olho ao redor
Todos parecem se comportar do mesmo jeito
Mentira e remorso disfarçados de respeito
Pedidos de desculpa que no final são aceitos
Mas será mesmo disso que eu preciso no peito?

Todas as frases não fazem mais fáceis
Os dias em que fomos menos amáveis
Os versos mais bobos, as notas mais belas
Como eu queria ter escrito mais delas
Me faltava inspiração, me sobrava cautela.

Não importa o quão resistente seja o cristal
Eu sempre pareço dar um um jeito de quebrá-lo ao final
E eu sei como acontece.


1

Crise

Posted by Arthur on 14:14 in
Quando você não consegue pisar no freio a tempo.
Quando você não consegue performar uma manobra evasiva.
Quando você não consegue mais fazer a curva e sair pela tangente torna-se a única opção.

Quando o peso da água sob seus ombros faz sua estrutura óssea desmoronar.
Quando as vozes amigas parecem grunhidos ouvidos por quem está no fundo da piscina.
Quando o espectro de luz vindo da superfície se mistura à escuridão de todo o resto do caminho.

Quando os gritos revolucionários não te fazem mais tanto sentido quanto faziam no ensino médio.
Quando as coisas pequenas se tornarem os grandes potes de ouro no final dos arco-íris que são seus relacionamentos, feitos, carreira.
Quando as listras coloridas desses arco-íris forem apenas tons de uma paleta cinza.

Quando sua mochila estiver carregada e pesada demais para você conseguir viajar pela europa.
Quando todas as suas ideias parecerem um remix.
Quando todas as ideias do mundo parecerem um remix.

Quando você não conseguir buscar inspiração para responder ao menos 3 "eu te amo" diários.
Quando nem pelas coisas com as quais outrora você sonhava, não conseguir fechar o laptop e levantar-se do sofá.
Quando você estiver cansado de ser pego no emaranhado das vidas das outras pessoas.

Quando você não tiver ideias de livros para escrever, filhos para criar ou mudas de árvore para plantar.

0

[...]

Posted by Arthur on 10:55 in
You never knew
Well I never told you
Everything I know about breaking hearts
I learned from you, it's true
I've never done it with the style and grace you have
But I've made long term plans
Based on these mistakes

0

Recortes da Minha Menina

Posted by Arthur on 08:40 in ,
Ela é minha menina
E eu sou o menino dela
O corpo dela é testemunha
De todo o bem que eu faço a ela

Ela é tão Chico Buarque
E eu vou descendo essa ladeira
Desgovernado no seu rumo
Só quero que você me queira
Não leve a mal.


0

Seguro Contra Terceiros

Posted by Arthur on 11:04 in
Meu seguro é a falta que eu te faço
Meu lugar é nesse vão ancorado
Seu lugar é qualquer ao meu lado

No meu copo cheio de vazio
Duas doses diárias de você me faltam
Medidas profiláticas, hoje, não me bastam

0

Sobre Um Amigo Apaixonado

Posted by Arthur on 08:37
Hoje eu levantei sem acordar. Numa tentativa desesperada de ser meu próprio psicólogo, escrevi um par de linhas que não convenceriam nem a minha mãe. Pensei em algumas conversas fiadas que eu provavelmente nunca vou ter a chance de experimentar. Enfim, tentei através de um joguinho de letras, dar corpo a um drama que na verdade nem existe.

Das suas razões não ouso discordar. Conselhos eu também não tenho para dar. Aliás, eu não tenho nada além desses joguinhos, logo eu que tanto odeio e não sei jogar. Comecei minha semana com o pé esquerdo e como posso eu servir de consolo, ser conselheiro do amigo que parece ter problemas maiores do que os meus?

Eu não sirvo de parâmetro, não compreendo o diâmetro do que sentem os demais. Só entendo que, como é rotina e rotatório, Penny Lane is in our ears and in our eyes.

Copyright © 2009 O Menestrel Mudo All rights reserved. Theme by Laptop Geek. | Bloggerized by FalconHive.